Uma das grandes inovações com a chegada da Reforma Tributária no Brasil está na criação do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). O órgão será responsável por coordenar a arrecadação, fiscalização cobrança e distribuição do novo imposto nos estados e municípios.
O projeto de lei complementar (PLP 108/2024) que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) faz parte da segunda parte do novo modelo de tributação sobre o consumo da Reforma Tributária. A criação do comitê poderá ser votada pelo Senado ainda no primeiro semestre de 2025. Esta é a previsão do relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM).
Segundo a Product Ownder da reforma tributária da WK e especialista contábil, Graziele França Valtrig, “a criação do Comitê Gestor é um passo essencial para que o novo modelo funcione de forma unificada, garantindo uma experiência mais ágil e segura para os contribuintes.”
A reforma trará mudanças estruturais no sistema de arrecadação no Brasil. Essa medida visa reduzir a burocracia, simplificar o sistema tributário e promover mais transparência, tanto para os entes públicos quanto para as empresas e o consumidor final.
O que é o Comitê Gestor do IBS?
O Comitê Gestor será o órgão encarregado de arrecadar, fiscalizar, cobrar e distribuir o IBS entre os entes federativos (estados, DF e municípios). Ele representa um modelo de federalismo cooperativo, reunindo:
✅ 27 cadeiras para representantes dos estados e do Distrito Federal
✅ 27 cadeiras para representantes dos municípios
Ou seja, o poder de decisão será compartilhado de forma equilibrada, promovendo colaboração e gestão integrada do novo tributo.
Como o Comitê Gestor do IBS vai funcionar na prática?
Hoje, empresas que atuam em diferentes estados precisam lidar com legislações e obrigações distintas para cada unidade da federação. Com o Comitê Gestor, será possível:
- Recolher o IBS de forma unificada em todo o país
- Emitir documentos fiscais padronizados, válidos nacionalmente
- Apurar e compensar créditos tributários de forma centralizada
- Facilitar a fiscalização e o controle, reduzindo fraudes
Essa centralização é vista como uma forma de melhorar o ambiente de negócios, especialmente para empresas do setor de serviços e varejo, que operam em múltiplos municípios.
Outras mudanças estruturais da Reforma
Além da criação do Comitê Gestor, o novo sistema tributário brasileiro traz:
? Implementação do IVA Dual
Dois impostos principais substituem tributos antigos:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de competência federal, substitui PIS e Cofins
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – de competência compartilhada entre estados e municípios, substitui ICMS e ISS
? Imposto Seletivo
Tributo adicional sobre produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Cronograma da Reforma: Como será a transição?
Durante o período de transição da reforma tributária, o Comitê Gestor será essencial para conduzir a coexistência entre os regimes antigo e novo, evitando conflitos de arrecadação e garantindo o bom funcionamento do modelo. O novo sistema será implementado em etapas, com um cronograma claro até 2033.

Impactos para as empresas: o que muda?
Para os empresários, o Comitê Gestor do IBS trará impactos positivos, mas exigirá atenção redobrada.
✅ Benefícios esperados com a reforma:
- Menos burocracia no recolhimento
- Unificação de processos fiscais
- Maior previsibilidade e controle sobre os tributos
⚠️ Desafios previstos:
- Adaptação dos sistemas de faturamento, compras, financeiro, contábeis e fiscais
- Necessidade de acompanhar as normas do comitê
- Capacitação da equipe tributária
Soluções como o WK Radar ajudarão empresas a se adaptar com mais agilidade, oferecendo ferramentas para captação de notas fiscais de entrada, destinação correta dos produtos e serviços com o objetivo de apropriação dos créditos tributários, automatizar o recolhimento dos tributos, auditar e gerar relatórios fiscais e manter conformidade com as exigências do novo modelo tributário.
A criação do Comitê Gestor do IBS marca uma mudança de paradigma na forma como o Brasil trata a arrecadação de tributos sobre o consumo. Mais do que um novo órgão, ele simboliza um modelo de gestão tributária mais eficiente, unificado e colaborativo, essencial para o sucesso da Reforma Tributária.
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