Reforma Tributária: Para empresas no modelo B2B, vale a pena apurar IBS e CBS no regime normal?

Empresas do Simples Nacional devem sentir um grande impacto com a Reforma Tributária – especialmente para aquelas que atuam no formato B2B (business to business), dependendo do modelo de negócio. Em entrevista à Exame, Daniel Loria, ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária, afirmou que empresas do Simples que vendem para outras empresas podem ter vantagens fiscais ao migrar para o regime normal, zerando a incidência de tributos indiretos como CBS e IBS.

A Reforma Tributária – aprovada pelo Congresso e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025 – trouxe transformações significativas para empresas de todos os portes. Conforme a reportagem publicada, as empresas B2B que migrarem para o regime regular poderão se creditar de todos os tributos pagos na cadeia e repassar créditos integralmente aos seus clientes. Isso acontece porque, no novo modelo de IVA Dual, os tributos são compensáveis ao longo de todas as etapas da produção e comercialização.

“Esse empresário não terá peso tributário sobre ele, porque ele se credita de tudo e se debita de tudo, e o adquirente dele também se credita de tudo” – afirmou Loria em entrevista à Exame.
 

O que significa migrar para o regime normal, estando no Simples Nacional?

Significa que com a Reforma Tributária essas empresas poderão optar pela apuração do IBS e da CBS fora do regime Simples Nacional. Neste caso, especificamente para o IBS e a CBS a apuração é feita na alíquota integral e a empresa se apropria (na compra) e gera (na venda) créditos integralmente.

Ao não optar pelo regime normal do IBS e da CBS, a empresa do Simples Nacional não se apropria de créditos na compra e gera créditos (na venda) reduzidos, proporcionais as alíquotas apuradas por dentro do Simples Nacional.

Simples Nacional: pode deixar de ser vantajoso para empresas B2B?

O Simples Nacional oferece alíquotas reduzidas e uma apuração simplificada, mas com limitações importantes no novo cenário tributário:

  • Empresas do Simples não podem aproveitar créditos de IBS e CBS sobre suas compras e aquisições.
  • Nas vendas, clientes que compram dessas empresas também não poderão se creditar integralmente, apenas proporcional ao percentual apurado por dentro do Simples.
  • Isso pode tornar o fornecedor do Simples menos competitivo, especialmente em cadeias produtivas com grandes empresas do Lucro Real ou Presumido.

Com isso, a não geração de créditos pode influenciar negativamente nas negociações comerciais, reduzindo a atratividade de empresas optantes pelo Simples no ambiente B2B.

Empresas B2C continuam beneficiadas

Para empresas do Simples Nacional que atuam com o público final (modelo B2C), o cenário é diferente. Como não há aproveitamento de créditos pelo consumidor, essas empresas não perdem competitividade, mesmo que continuem no Simples após a Reforma.

Ou seja, a migração para o regime normal não é necessariamente vantajosa para todas as empresas, mas precisa ser avaliada com base no perfil do cliente e na estrutura da operação.

Vale a pena migrar para o regime normal com a Reforma Tributária?

A resposta depende de uma análise estratégica e bem fundamentada. Para empresas B2B que desejam manter a competitividade, repassar créditos aos clientes e reduzir o impacto fiscal sobre a operação, a migração pode ser uma alternativa viável — especialmente se os volumes de venda forem altos e as margens apertadas.

Contudo, para negócios locais ou voltados ao consumidor final, a simplicidade do Simples Nacional pode continuar sendo mais vantajosa.

Segundo Graziele França Valtrig, especialista da reforma tributária na WK, “a decisão de sair do Simples e aderir ao regime normal exige estudo. É preciso avaliar o perfil dos clientes, o volume das operações e o impacto do crédito tributário na cadeia de valor”.

Simples Nacional e Reforma Tributária: Como sua empresa pode se preparar para essa decisão?

Avaliar essa mudança exige planejamento tributário detalhado e o apoio de ferramentas que permitam simulações e controle de créditos. Sistemas de ERP como o WK Radar facilitam esse processo, ao automatizar a apuração de tributos e organizar dados fiscais.

De fato, com uma solução de gestão integrada, sua empresa poderá tomar decisões mais seguras e evitar impactos inesperados no fluxo de caixa e na competitividade.

A Reforma Tributária abre um novo capítulo para as empresas do Simples Nacional, especialmente para aquelas que atuam no modelo B2B. Com o fim da possibilidade de apropriação de créditos nesse regime, migrar para o regime normal pode significar mais economia e eficiência tributária.

? Mas essa decisão deve ser tomada com base em dados, planejamento e apoio técnico.

Sua empresa está avaliando essa possibilidade? Continue acompanhando o blog da WK para conteúdos atualizados sobre a Reforma Tributária.

Então, converse com o nosso time e saiba como você pode preparar o seu negócio para a Reforma Tributária desde já!

A WK, empresa de Blumenau (SC) acredita em softwares de gestão (ERP) de impacto, que vão além da automatização de processos. Criamos produtos que impulsionam decisões melhores, crescimento consistente e tornam as empresas mais fortes.

O ERP WK Radar é a prova disso: com mais de 4 mil usuários no país, é um sistema completo, simples e integrado, que dá autonomia para os usuários e mais poder de decisão para quem lidera. Desde 1984, desenvolvemos soluções com foco em gestão inteligente, controladoria forte e resultados reais.

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